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Ou mais uma história de como irritar seus clientes com sites mal concebidos.

Ontem à noite estava efetuando a compra de passagens para uma viagem para São Paulo que eu e algumas amigas faremos em dezembro.
Pesquisamos preços e a GOL tinha as melhores tarifas então combinamos de efetuar a compra juntas para garantir os assentos próximos. Cada uma na sua casa, na frente do seu computador mas se comunicando via chat.

Até aí, nada demais, já tínhamos feito isso várias vezes antes. É um pouco complicado mas divertido ao mesmo tempo.

Selecionamos os voos de ida e volta, os assentos uma ao lado da outra em duas fileiras do avião. Até aí, tudo normal.

O problema aconteceu depois que eu já tinha preenchido todos os dados de pagamento e confirmei a reserva.

Ao invés de receber o código do localizador, recebi uma mensagem de erro dizendo que a minha reserva não pode ser concluída.

Ok. Problemas acontecem. Sistemas não são 100% isentos de erros, apesar de todos os esforços das pessoas que programam e testam.
Já trabalhei com isso e entendo, por isso, calmamente, procurei o botão para reiniciar a operação. Não encontrei.
Alguém lá na equipe que programa o site não deve ter pensado que apesar de ter recebido uma mensagem de erro o cliente ainda pode querer comprar a passagem. Respirei fundo, fechei a janela, abri de novo e recomecei todo o procedimento.

Qual não foi a minha surpresa quando o voo que eu e minhas amigas tínhamos escolhido para a volta não tinha mais a tarifa de R$ 88,90. Se eu quisesse voltar nesse voo, agora tinha que desembolsar R$144,90!
A tarifa mais barata só estava disponível para o voo seguinte, então selecionei esse mesmo e consegui concluir a transação.

Avisei às minhas amigas que não poderia mais voltar no mesmo voo que elas e alguém sugeriu ligar para a central de atendimento para explicar o que tinha acontecido e tentar conseguir a alteração.

Foi o que fiz hoje. Primeiro tentei o chat de atendimento no site porque, afinal, ninguém mais tem paciência de ficar pendurado no telefone. Fui atendida rapidamente, mas não adiantou nada.

A moça que me atendeu afirmou “Quando a tarifa se esgota para venda no site não é possível adquirir a passagem com o mesmo valor, para alterar a reserva você irá pagar a taxa de remarcação mais a diferença no valor da tarifa que estiver disponível. Lembrando apenas que a Gol não trabalha com tarifas fixas, devido escalonamento tarifário os valores podem sofrer alteração a qualquer momento.”.

A minha tentativa de explicar que tinha ocorrido um erro no site durante o procedimento de compra e que eu não deveria ser penalizada por isso não adiantou nada.

“Entendo Marisa, se preferir você pode entrar em contato com o SAC para verificar se há alguma possibilidade de fazer esta alteração.” escreveu ela.

Não consegui escapar do telefone. Liguei para o número informado (que não recebe ligações de celular) e consegui ser atendida rapidamente. Pelo menos, isso.
Expliquei toda a história novamente e a atendente me deu a mesma explicação sobre a GOL não trabalhar com tarifas fixas, etc.

O choque foi escutar que eles não garantem a tarifa selecionada nem mesmo entre o momento que você seleciona o voo até a confirmação do pagamento, mesmo que você não deixe a janela aberta e vá tomar um cafezinho, por exemplo.
Em outras palavras, se você começar o todo o procedimento de seleção de voo, preenchimento dos dados dos passageiros, marcação de assentos, dados de pagamento, mas alguma outra pessoa finalizar a operação antes e adquirir a última passagem com a tarifa mais barata você perdeu!

Ao invés de fazer uma “reserva temporária”, até que o cliente finalize a operação, desista, ou o tempo se esgote, eles simplesmente prejudicam quem está no meio do processo mas infelizmente perdeu a corrida das tarifas.

E não adianta ligar para reclamar. É assim, e pronto. A atendente disse que eu até poderia registrar uma reclamação mas seria apenas para “uso interno” e que eu não teria nenhum retorno.

Portanto, se você for comprar passagens pela GOL com tarifas promocionais, reze para quem não tenha outras pessoas concorrendo com você pela última passagem.

Não sei se o mesmo acontece com outras companhias aéreas. Essa foi a minha primeira experiência.

O mais irritante é que eles não fazem nada para tentar resolver. Imagino que isso não deve acontecer aos milhares, nem centenas ou mesmo dezenas. Portanto se acontece e o cliente reclama, eles poderiam assumir que o procedimento é falho, satisfazer o cliente e melhorar a programação do site, Mas exatamente porque não deve acontecer muito, eles não se incomodam em irritar um ou outro cliente.

Isso já aconteceu com você?

Image by Flickr user willaryerson and used under the Creative Commons license.

Eu também não sabia até há pouco tempo.

MOOC que dizer Massive Open Online Course. Assim como muitas siglas e acrônimos em inglês, não se traduz muito bem em outros idiomas e acaba se tornando conhecida através da forma original.

Veja alguns exemplos de siglas que já fazem parte do nosso vocabulário: SMS (short message service), DVD (digital video disc), CD (compact disc), MBA (Master of Business Administration).

Em outras palavras, MOOCs são cursos gratuitos online para milhares de pessoas simultaneamente.

Bom, o artigo de hoje não é sobre siglas e, sim, sobre cursos online.  Se você se deparar com uma sigla ou acrônimo qualquer e quiser saber o seu significado, recomendo o http://www.acronymfinder.com. Ele sempre me ajuda.

Eu me deparei com os MOOCs quando descobri o Coursera. É uma plataforma gratuita de cursos online, com professores de algumas das melhores universidades dos Estados Unidos e do mundo.

O texto abaixo é a tradução da página “Sobre” do site e explica bem o seu propósito.

Somos uma empresa de empreendedorismo social que tem parceria com as melhores universidades do mundo para oferecer cursos online para qualquer, gratuitamente. Nós prevemos um futuro onde as melhores universidades educarão não só milhares de estudantes, mas milhões. Nossa tecnologia permite aos melhores professores ensinar dezenas ou centenas de milhares de estudantes.

Com isso, esperamos dar a todos o acesso à educação de classe mundial que tem sido até agora disponível apenas para um grupo seleto. Queremos capacitar as pessoas com educação que irá melhorar as suas vidas, as vidas de suas famílias e as comunidades em que vivem.

Existem cursos sobre os mais variados temas em categorias como Medicina, Biologia, Ciências Humanas e Sociais, Negócios, Finanças,  Matemática, Ciência da Computação , entre outras.
Mas não pense que dá para cursar, por exemplo, Medicina de graça com professores da Johns Hopkins que é uma das melhores faculdades de medicina dos Estados Unidos. Também não seria assim tão fácil, não é mesmo?

O Coursera oferece cursos complementares  e a maioria não conta créditos para quem está estudando em alguma universidade mas são uma ótima oportunidade para ampliar o seu conhecimento,  experimentar outros assuntos diferentes da sua carreira profissional, conhecer pessoas de todas as partes do mundo e ter acesso a um outro tipo de educação no conforto da sua casa.
Alguns cursos fornecem certificados de conclusão que, apesar de não ter valor explícito, podem ser utilizados para melhorar o seu currículo.

Nem todos os cursos seguem o mesmo formato. Além das palestras em vídeo  alguns também tem testes, exames escritos e leitura de material relacionado.
Muitos não tem pré-requisitos, basta ter curiosidade e vontade de aprender.

A maioria dos cursos é em inglês mas existem alguns em espanhol, francês, italiano e chinês. Estou fazendo dois cursos em inglês e todas as palestras tem legendas; em inglês, também. Mas acho que é possível acompanhar se você tiver um nível razoável de compreensão.

Como os cursos são gratuitos e concentram, as vezes, milhares de alunos de uma só vez, muitos cooperam criando legendas em outros idiomas, glossários e outros materiais adicionais.

Nos cursos que estou fazendo tem gente de todas as partes do mundo, literalmente.  Nem todos dominam o inglês como os nativos, mas participam mesmo assim, e uns ajudam aos outros.

A plataforma do Coursera também tem um fórum de discussão onde os alunos trocam ideias, discutem as questões dos testes e os temas relacionados. Os testes devem ser feitos individualmente mas não têm tempo determinado, apenas prazo para entrega então é possível discutir as questões desde que não se publique as respostas. O objetivo é aprender e não passar na prova.

E, como não podia deixar de ser, cada curso tem uma ou mais comunidades no Facebook e no Google+. Dependendo do caso, os alunos criam comunidades no seu próprio idioma para facilitar a troca de ideias. E além do material do curso, as pessoas compartilham outros artigos e videos relacionados.

O mais interessante é que cada pessoa pode participar na medida do seu interesse e tempo disponível. Tem aqueles que apenas assistem as palestras, outros que também fazem os testes e muitos chegam até os exames escritos. Não há penalidades. A plataforma existe para difundir o conhecimento da maneira que for mais conveniente para o aluno.

Além do Coursera, existem várias outras iniciativas de MOOCs pelo mundo. Você pode consultar os cursos oferecidos aqui. http://www.mooc-list.com/

Seria muito interessante se houvesse MOOCs em português  também, mas enquanto isso não acontece, você pode se interessar por alguns dos cursos online  que encontrei no nosso idioma.

Fundacão Getúlio Vargas

Canal do Ensino 

Se você quer aprender ou melhorar o seu inglês, este artigo lista 20 canais do YouTube que vão te ajudar.

E, se você tem vontade de aprender outros idiomas dá uma olhada no LiveMocha.

Se você ficou curioso em saber quais cursos estou fazendo, o primeiro é A Beginner’s Guide to Irrational Behavior. É sobre Behavior Encomics (Economia Comportamental).
O professor se chama Dan Ariely, um palestrante sensacional e autor de alguns livros que eu já tinha lido. Já imaginou que oportunidade é fazer um curso com o autor de um livro que você adorou? Pois é.
De acordo com um artigo que li, só esse curso tem 140 mil inscritos. Só de brasileiros, 1276.

Mas não pense que você vai ter contato direto com os professores. Já imaginou se ele fosse responder às perguntas de milhares de alunos?
As palestras são gravadas e você pode assistir online ou baixar para o seu computador. Às vezes eles organizam Hangouts (bate-papos) mas como só é possível reunir um máximo de 8 pessoas, muitos participam apenas enviando perguntas.

O segundo curso que estou fazendo é sobre Gamification, onde aprendemos a utilizar técnicas existentes em jogos para aumentar a participação das pessoas e solucionar problemas em áreas como educação, marketing, gestão, etc.

E já me inscrevi em três outros cursos que começarão nos próximos meses. Assim, como vários dos meus colegas que já estão no seu quarto ou quinto curso. Para quem gosta de aprender, é uma oportunidade incrível!

Por hoje é só pessoal! Agora tenho que ler o material para a próxima semana do curso.

Cada vez mais os celulares inteligentes ou smartphones estão se incorporando à nossa vida através de aplicativos criados para uma infinidade de usos.
Se você é daqueles que acha que celular só serve para falar e mandar mensagens de texto veja como ele pode ser útil no trânsito. Não importa se você anda de carro, ônibus ou táxi. Tem aplicativos para todas as necessidades.

GPS

O primeiro deles, é claro, tem que ser o Google Maps. Existem outros aplicativos de navegação mas, como a própria Apple aprendeu no ano passado, ainda não existe nenhum melhor que o ele.
No outro dia a minha filha perguntou como as pessoas faziam antes do Google Maps. Eu usava o Guia Quatro Rodas. Ele ainda existe, é claro. Afinal, nem todo mundo tem um smartphone. E mesmo para aqueles que tem, nem sempre a operadora de celular ajuda. E, convenhamos, quer coisa pior do que ficar perdido e sem conexão?
É claro que também existem aparelhos de GPS. Mas se você não tem nem um nem outro, recomendo comprar um smartphone que serve para muitas outras coisas além de auxiliar na navegação.

Carro

wazeE falando em GPS, se você costuma enfrentar o trânsito na cidade, você precisa instalar o Waze no seu celular!

O Waze é um aplicativo israelense que se alimenta de informações fornecidas pelos próprios usuários e mostra as melhores rotas, pontos de engarrafamento, radares, pardais, bloqueios, acidentes, blitzes. Como é atualizado em tempo real, pode te ajudar a se safar dos engarrafamentos cada vez mais constantes.

Na imagem aí ao lado, os balõezinhos amarelos com o que parece que são minhoquinhas vermelhas são pontos de engarrafamento reportados pelos usuários. Os bonequinhos com rodinhas são outros motoristas, ou wazers. Se você não quiser aparecer, pode ficar invisível.

Um outro recurso interessante é que você pode falar via chat com outros motoristas que não precisam ser seus amigos. Assim, num temporal como o de hoje aqui no Rio, por exemplo, pode ser útil perguntar para outro motorista mais a frente sobre pontos de alagamento.

Quanto mais pessoas utilizarem, melhor ele fica.

O maior problema que percebi é que ele consome muuuuuita bateria com a tela ligada o tempo todo, portanto recomendo carregar o celular antes de um percurso mais longo. Ou ter um carregador veicular.

O fiasco da Apple no ano passado removendo o Google Maps do iOS 6 fez com que muitos usuários buscassem alternativas. Esse movimento acabou beneficiando o Waze que já conta com mais de 36 milhões de usuários em 110 países.

Tem versões para iOS e Android e é gratuito.

Ah, e nada de se distrair usando o celular enquanto está dirigindo! Só nos sinais vermelhos e engarrafamentos…

Táxi

TaxiBeatRecentemente descobri vários aplicativos que facilitam a tarefa de conseguir um táxi.

Só testei o TaxiBeat até agora. Você fornece a sua localização, o aplicativo busca motoristas cadastrados que estejam próximos e mostra uma lista (imagem ao lado) contendo várias informações como nome e foto do motorista, a distância, o modelo do carro, se tem ar-condicionado, se fala outros idiomas, etc.

E, muito importante, a avaliação do motorista, dada pelos próprios usuários. Também é possível ver a localização deles no mapa.

Os outros aplicativos que encontrei mas ainda não testei são EasyTaxi, TaxiAqui e ResolveAi. Neste último você também pode pedir seu táxi pelo site. Pelo que li, eles funcionam como substitutos para a ligação para as centrais de táxi Ao invés de mostrar uma lista para você escolher, eles acionam o motorista que estiver mais próximo da sua localização.

Todos eles tem versões para iOS e Android mas não estão disponíveis em todas as cidades. Convém consultar as cidades que eles operam.

Minha recomendação: todos eles são gratuitos para o passageiro, portanto instale todos e use o que lhe for mais conveniente. Mesmo que você não tenha o hábito de pegar táxis, nunca se sabe quando vai precisar de um.

Por falar em táxis, no outro dia, peguei um em Botafogo para ir a Copacabana. O motorista me pediu para explicar o caminho porque não sabia como chegar! Para quem não está familiarizado com a geografia carioca, os dois bairros são colados! Sem contar que é difícil, quase absurdo, imaginar um motorista de táxi no Rio de Janeiro que não sabe dirigir em Copacabana!
Para os casos em que nem você nem o motorista conhecem o caminho é bom ter o Google Maps ou o Waze no seu celular. Também pode ser uma boa opção para não ser enganado no percurso.

Ônibus

Se você é usuário de transporte público, também tem aplicativos para você.

O Moovit, outro aplicativo israelense, te ajuda a planejar as melhores rotas utilizando ônibus, metro e trem. Assim como o Waze, ele é um aplicativo de comunidade ou crowdsourcing, ou seja, contém informações fornecidas e atualizadas pelos próprios usuários. Dessa forma, com a ajuda da comunidade você pode saber, por exemplo, os pontos e horários dos ônibus, se estão muito cheios, etc.
Aqui no Brasil, só está disponível 100% em São Paulo. No Rio de Janeiro, por enquanto só para metro, o que não ajuda muito. Existem países como Israel, Holanda e Inglaterra onde o Moovit já cobre todas as cidades. Nos Estados Unidos e alguns outros países, apenas algumas das maiores cidades. Se quiser, clique aqui para ver a cobertura completa.

Esperamos que chegue logo aqui no Rio de Janeiro e às outras grandes cidades do Brasil.
Está disponível para iOS e Android e é gratuito.

Pesquisando sobre o Moovit descobri que existem vários outros aplicativos semelhantes. Mas só em São Paulo, por enquanto. Eu, como carioca, vou ter que aguardar. Até parece que o nosso transporte urbano é super facilitado e não precisa de uma ajudinha da tecnologia.
Se você é de São Paulo e ficou interessado, estes dois artigos descrevem os outros aplicativos .

http://info.abril.com.br/noticias/tecnologia-pessoal/7-apps-para-ajudar-na-viagem-de-onibus.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/tec/1231505-aplicativos-para-celular-ajudam-usuarios-de-transporte-publico-em-sao-paulo-veja-teste.shtml

Vagas

Agora só falta criarem um aplicativo de celular para mostrar onde existem vagas disponíveis para estacionar.

Mas… já existe um aplicativo para isso! Na verdade, existem vários, mas não aqui no Brasil. Que pena!

Mas alguns shopping centers aqui no Rio já adotaram um sistema inteligente de sinalização de vagas. Com sensores de presença e luzes verdes e vermelhas é possível enxergar de longe onde tem uma vaga livre, sem precisar ficar rodando pelo estacionamento.
Já vi no Botafogo Plaza e no Casa & Gourmet. Imagino que outros já tenham adotado também, mas ainda não vi.
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Televisão prá Cachorro

sad dogQuem tem cães sabe que eles não gostam de ficar sozinhos em casa. Cachorro gosta de companhia, de carinho, de atenção.

Mas a maioria das pessoas precisa trabalhar para sustentar seu cãozinho e, as vezes, não tem alternativa a não ser deixá-lo sozinho em casa o dia inteiro. Isso pode causar diversos “contratempos” como sapatos mastigados, sofás destruídos, presentinhos mal-cheirosos pela casa e, até mesmo, casos de depressão.

É… cães também podem sofrer de depressão.
Aconteceu recentemente com a Filó, a cadelinha de uma amiga. A solução foi dá-la para outra amiga que tinha mais condições de cuidar dela durante o dia.

Mas, e quem quer ter o seu cãozinho mas não pode dar atenção a ele durante o dia?

Pensando neles, surgiu o DogTV, um canal de televisão a cabo em Israel com programação exclusiva para cachorros. E já está sendo exportado para os Estados Unidos e países da Ásia e América do Sul.

Não é a primeira vez que Israel exporta programas de TV para outros países.
O formato da série de TV israelense Be Tipul  foi comprado pela HBO que realizou In Treatment e, mais recentemente,  aqui no Brasil pela GNT em seu Sessão de Terapia. A série Homeland, transmitida aqui no Brasil pelo canal a cabo FX é baseada na série israelense Hatufim.

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Mas, voltando aos cachorros. Como eles não gostam de ficar sozinhos em casa é legal deixar a televisão ligada para distraí-los.

Não… não é brincadeira. Essa é uma recomendação de várias entidades de proteção animal como American Society for the Prevention of Cruelty to Animals, the American Veterinary Medical Association e Humane Society of the United States.

De acordo com o CEO da DogTV, Gilad Neumann, a ideia de um canal de programação canina só pode ser colocada em prática devido à tecnologia das televisões de LCD. Segundo ele, a cintilação da imagem das antigas televisões analógicas incomoda os olhos dos cães. Nós não percebemos mas eles, sim.
Eles diz ainda que eles só enxergam as cores azul e amarelo, por isso o conteúdo da programação é adaptado para realçar essas cores.

Mas não pense que o seu cãozinho vai passar horas sentado no sofá assistindo a TV. É apenas uma distração, com sons e imagens para evitar que eles se sintam sozinhos o dia todo.

Mas em qual canal deixar a TV ligada? Animal Planet? Discovery Channel? Cartoon Network? Mesmo que ele aprenda a usar o controle remoto, a programação normal está cheia de programas inadequados que podem assustá-los.

O conteúdo da DogTV é dividido em três categorias: programas para relaxar os cães, programas para estimulá-los e programas que tem o objetivo de expô-los delicadamente a situações que podem gerar stress como o barulho do tráfego ou de um aspirador de pó, por exemplo.

 

 

Se você gostou da ideia, torça para que o DogTV chegue logo aqui no Brasil. Enquanto isso, pode dar uma olhada no canal de videos no YouTube.

No outro dia li um artigo sobre o projeto de um condado no Texas, nos Estados Unidos, para implementar uma biblioteca 100% digital, sem livros em papel.

Existirão apenas computadores. Ao invés de retirar livros, as pessoas vão retirar e-readers com os livros escolhidos. Depois de duas semanas, o e-reader é automaticamente zerado para “incentivar” as pessoas a devolvê-los.

Concepção da BiblioTech, uma biblioteca sem livros em papel.

A reportagem diz que a ideia de uma biblioteca sem livros em papel já foi aventada duas vezes em outras cidades dos Estados Unidos. Uma cidade na California tentou transformar a sua biblioteca convencional em digital mas o público protestou e eles voltaram atrás. A outra,  no Arizona, começou como digital mas acabou adicionando livros em papel a pedido do público.

Apesar das experiencias prévias que fracassaram o idealizador da “BiblioTech” em San Antonio acredita que o futuro é dos livros digitais.

Eu adoro livros! Na adolescência passei muitas tardes garimpando livros nos sebos do centro da cidade. Se gostava de um autor, procurava por todos os seus livros.
Não havia possibilidade de pegar um voo, mesmo que de ponte aérea, sem ter um livro para ler. Além de ajudar a passar o tempo da viagem é um ótimo recurso para evitar aquele chato que senta do seu lado e quer puxar papo. Se não tinha nenhum à mão, a LaSelva estava ali no aeroporto para isso mesmo.

E depois de lidos, não consegui me desfazer de muitos deles. Ainda acredito que um dia vou ter tempo e vontade para reler a maioria.

Tenho quase certeza de que muitos não me cativarão da mesma forma, como aconteceu quando comprei o box de DVDs com a primeira temporada do MacGyver.
Eu adorava aquela série! A cada semana esperava pelo episódio para descobrir o que ele iria conseguir construir com clipes e barbantes.  Quando assisti novamente há pouco tempo não consegui recapturar o fascínio daquela época! Mas essa já é outra história…

Me mudei há quase três anos para o apartamento onde moro e a maioria dos livros ainda estava dentro das caixas, ocupando a varanda. Primeiro, não havia espaço dentro de casa. Depois, quando um dos filhos se mudou, vagando várias prateleiras, faltava disposição.

Tenho certeza de que meus filhos apostaram entre si quanto tempo mais eu levaria para eu abrir as tais caixas.

Até que nesta semana, finalmente tomei coragem para arrumar os livros e redescobrir o que havia guardado.
Óbvio que o espaço das prateleiras acabou antes que eu conseguisse desencaixotar todos os livros!

livros

Muitos já não me interessam mais porém não consigo aceitar a ideia de jogá-los fora. E encontrar um sebo que os aceite, mesmo de graça, é difícil. Segundo os livreiros, há pouca demanda. Se antigamente eles compravam de tudo, hoje em dia, só autores selecionados.

Mas se vocês pensam que sou 100% a favor dos livros em papel, estão 100% enganados.
Desde que comprei um iPad, um dos aplicativos que mais uso é o Kindle.

e-readers

Adorei a ideia de poder comprar livros na Amazon sem pagar pelo frete e sem esperar mais de um mes para poder lê-los.

Mas ler livros no iPad é impossível à luz do sol. Não dá para enxergar nada! E o que mais gosto de fazer nos dias de sol à beira da piscina é … ler, claro!

Agora que a Amazon veio para o Brasil, resolvi comprar o e-reader do Kindle. Agora posso ler os meus livros onde quiser, desde que haja iluminação. Para ler no escuro, volto para o iPad que tem luz própria.

Confesso que me decepcionei um pouco. A Amazon trouxe para o Brasil apenas o modelo mais básico. Depois de me acostumar com a facilidade do aplicativo sensível ao toque no iPad é um pouco irritante ter que aprender a usar os botões para marcar e avançar páginas. Marcar um trecho, então, só se for muito importante, porque não é exatamente intuitivo. Mas depois de um tempo a gente pega o jeito.

E ele é super-leve, ideal para levar para qualquer lugar dentro da bolsa. Assim tenho todos os meus livros à disposição em qualquer lugar, no metrô, na sala de espera do consultório médico ou em qualquer lugar onde tenho que esperar e nada mais para fazer.
Ontem mesmo ele me foi extremamente útil quando tive que aguentar duas horas de espera por uma consulta médica!

Outra vantagem do Kindle, ou de qualquer e-reader é que há muitos livros gratuitos. Obviamente, já baixei vários. Não me perguntem quando terei tempo de lê-los. Porque, apesar de ter uma quantidade razoável de livros já comprados e ainda não lidos, e outro tanto de livros redescobertos dentro das caixas, continuo comprando livros.
Mesmo depois de aderir ao Kindle, ainda compro livros em papel. Muito menos, é claro, mas é difícil resistir ao apelo das livrarias! Sempre encontro algum livro que me chama a atenção. O único jeito é não entrar…

Muitas pessoas que são a favor dos livros em papel dizem que preferem o contato físico com o livro, o ato de folhear, o aroma do papel.

Eu sou mais a favor da praticidade. Livros digitais não ocupam espaço, não viram criadouro de traças, não são perdidos ou esquecidos em algum lugar, são fáceis de acessar e pesquisar. Hoje mesmo, queria lembrar dos detalhes de um caso que tinha lido recentemente em um livro. Mas qual? Não lembrava de jeito nenhum. Precisei apenas acessar o índice dos livros mais recentes no Kindle e logo achei o que estava procurando.

Se eu pudesse transportar todos os meus livros de papel para o meu e-reader, sem custo, provavelmente o faria. E compraria a versão em papel apenas quando a edição realmente valesse a pena.

E você? Já experimentou um e-reader? Trocaria seus livros em papel pelos digitais? Ainda não tem uma opinião formada?

Assista ao video abaixo e pense a respeito. Sempre se pode ter os dois.

Expansão de Memória

Entrei na Saraiva em busca de um presente para o meu amigo oculto (ou secreto, como se diz em outras paragens) que de tão oculto nem eu mesma sabia quem era.

Eis que me deparei com o novo livro do Luis Fernando Veríssimo, “Diálogos Impossíveis”. Sempre gostei de seus livros e um livro de crônicas é ideal para ler no verão, à beira da piscina. Entre um mergulho e outro, com crianças gritando e os adultos conversando em volta não dá para manter a concentração por mais de duas ou tres páginas de cada vez.

Fiquei dividida entre comprar o livro para mim ou para presentear. Na mesma bancada da livraria encontrei um livro de viagens da Martha Medeiros, “Um Lugar na Janela” que me pareceu mais indicado para presentear a minha amiga oculta desconhecida. Eu não sabia quem era ela (a amiga, não a Martha) mas sabia que tinha uns 90% de chance de acertar. E fiquei com o Veríssimo para mim. O livro, é claro.

Depois de algumas crônicas, um tema recorrente me chamou a atenção. O passar dos anos e a memória.

Eu sempre tive memória fraca, ruim mesmo. Canso de passar vergonha por não reconhecer as pessoas do meu passado. No outro dia, numa festa, acertei a pessoa mas errei o nome. Tudo bem que eu não a via há mais de 30 anos mas o momento é sempre desconfortável.

dori

É pior ainda quando as pessoas se lembram de mim e eu não tenho a menor ideia de quem são ou de onde conheço.

Na época em que usava o MSN, ao invés de colocar a minha foto, usei a imagem da Dori, aquela peixinha do filme Procurando Nemo que não conseguia reter nada na memória.

E o que isso tudo tem a ver com tecnologia?
Calma! Estou chegando lá.
Para que a pressa? Dizem que o mundo vai acabar hoje mas mas já temos relatos de que o dia 21/12/2012 já chegou no Japão e ele continua intacto. Ou, como já li no Facebook, o fim do mundo já chegou mas eles reconstruiram tão rápido que ninguém percebeu.

Uma das crônicas do Veríssimo que me inspirou para este artigo foi de uma pessoa que numa roda de amigos, por falta de coisa melhor para dizer, contou que sua tia havia caído no Sena, aquele rio que corta a cidade de Paris. Quando os amigos quiseram saber mais, ficou muda, não tinha mais detalhes. Ninguém na família sabia como, quando, porquê. A tia, velhinha, também não lembrava mais. Para não desapontar os amigos, o jeito foi inventar uma história mirabolante para explicar a queda no Sena.

Para pessoas como eu, que tem dificuldade para armazenar lembranças, e para todas para quem a memória um dia vai se enfraquecer, essa mania atual que temos de fotografar tudo e postar no Facebook é um achado!

Sem perceber, vamos criando diários virtuais, registros do cotidiano, dos encontros de amigos, dos momentos felizes.
Diferente dos álbuns de fotografias do passado, os comentários dos amigos em cada uma ajudam a cristalizar o registro estático da foto com os sentimentos daquele instante que vai ficando cada vez menos nítido com a passagem do tempo.

E mesmo aqueles momentos que pensávamos já totalmente esquecidos, voltam à tona com as velhas fotografias escaneadas e publicadas.

Se você tem mais de 40 e já encontrou seus amigos de infância ou adolescência no Facebook com certeza sabe do que estou falando. Tem sempre aqueles com memória prodigiosa que lembram das coisas como se tivessem acontecido ontem e ajudam os mais desmemoriados como eu.

Sem contar os inúmeros vídeos que agora são possíveis com quase qualquer celular. Já me arrependi de não ter filmado alguns momentos hilariantes da troca de presentes de ontem. No mes que vem os detalhes já vão ter desaparecido da minha memória. Ainda bem que tenho as fotos, obviamente publicadas no Facebook e devidamente acompanhadas dos comentários que me ajudarão a lembrar.

O Facebook, as fotos e videos, os registros digitais, tudo funciona como uma expansão de memória. Já que não conseguimos armazenar tudo na nossa, é bom ter uma memória auxiliar.

Para aqueles que não gostam muito de aparecer em fotos ou que se incomodam com essa sanha fotográfica dos amigos, pensem que um dia, lá no futuro, será gostoso poder navegar por esse passado virtual e relembrar.

Hora de Desligar

No mês passado eu e algumas amigas fomos passar um final de semana em Porto Alegre. No domingo era aniversário de uma delas  e resolvemos comemorar em um barzinho que nos haviam recomendado.

Para variar, o sinal das operadoras de celular estava capenga e tentávamos sem sucesso fazer check-in no Facebook e publicar fotos da comemoração.
Eu e outra amiga por usarmos operadoras diferentes continuávamos tentando, com os ouvidos na conversa da mesa e os olhos no celular.
A aniversariante volta e meia checava o seu celular para ler novas mensagens de felicitações.

Até que uma quarta amiga interveio. “Posso fazer uma pergunta? Vocês não vão ficar chateadas?”

“Claro que não!” replicamos imediatamente.

E ela, “Porque vocês não desgrudam dos celulares?”

Olhamos uma pra outra e sorrimos meio divertidas, meio encabuladas. Tentei explicar a situação de uma maneira que me parecia totalmente lógica e justificada.

“Estamos aqui comemorando mas muitas das nossas amigas ficaram no Rio de Janeiro e queremos compartilhar com elas estendendo a comemoração do nosso mundo físico para o virtual.”

“Mas vocês não podem fazer isso depois?” insistiu ela.

“Depois não tem graça.” repliquei. “Aí o momento já passou.”

As outras tentaram contribuir, explicar mas não teve jeito. Como única na mesa não portadora de um smartphone nossa amiga não conseguia entender esse hábito de checar os celulares a cada cinco minutos e nem a necessidade de compartilhar momentos felizes com os amigos ausentes.

O fato é, que sem querer nem perceber, acabamos por exclui-la de uma parte da comemoração real por estarmos imersas na virtual.

Lembrei desse episódio hoje depois de ver o filme abaixo que outra amiga compartilhou no Facebook.

 

Alguns chamam de habito, outros de vício. Muitos nem admitem. Viciado, eu? Que nada! Eu consigo passar duas horas sem checar o celular e não entrar em parafuso!!

Outra amiga conta que sua filha e os amigos decidiram que quando vão a um barzinho ou restaurante os celulares são todos colocados em uma pilha no centro da mesa. O primeiro que sucumbir a tentação e pegar seu celular antes da hora de ir embora paga a conta da mesa.

Os meus filhos não largam seus celulares por nada. Podem esquecer a chave de casa, a carteira. Mas nunca o celular! E o mais irritante é que muitas vezes não atendem quando eu ligo…. Quem é mãe (ou pai) deve me entender.

Apesar da minha defesa do uso do celular no aniversário da minha amiga, acredito que muitas pessoas acabam incorporando o uso do celular ao seus hábitos a ponto de não perceber o mundo em volta.

Se você ainda não viu o filme, volte lá em cima, assista e reflita.

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