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A dica de hoje é do meu ortopedista. Pessoas normais têm clínico geral, mulheres têm ginecologista ( e se não têm deveriam ter, pelo menos uma vez por ano) e gente que dança, como eu, tem ortopedista. Um dia é uma torção, no outro uma fascite plantar; hoje foi uma sinovite. Não sei o que é isso, só sei que dói.

Mas estou aqui divagando e vocês querendo saber qual é a dica. Já vou chegar lá.

Pois então, depois que ele olhou meu pé, aperta daqui, aperta dali até eu gritar “É aí!!!” vem a frase costumeira: “Precisamos tirar uma chapa”. E me manda pro raio-X.

Estou lá sentadinha esperando a minha vez e ele volta. Vendo que ainda tem muita gente na minha frente me chama pra me mostrar uma coisa no celular.
“Tenho uma dica pro seu blog. Olha só.”
Ele me conta que vai ter que dar uma aula em inglês num congresso de ortopedia. Até aí nada demais. Ele faz isso o tempo todo. Aí ele põe pra tocar no celular uma gravação de uma mulher dando a tal aula em inglês.
Não entendi nada. “A aula é sua ou dela?
Ele vira pra mim com aquele olhar de “eu descobri uma coisa que você não sabe” e me pergunta “Sabe como eu fiz isso?”
“Nem imagino.”

Todo feliz, ele me conta  que usou o Google Tradutor. Jogou todo o texto da aula já traduzido para o inglês e usou aquele botãozinho pra reproduzir o som.
“Pra que você fez isso?”
“Pra treinar a aula escutando o inglês com uma pronúncia melhor do que a minha!”

Espertinho, não?

 

É claro que eu já conhecia o botão que “fala a tradução”. Mas nunca pensei em utilizá-lo dessa forma. Isso é uma das coisas que gosto na tecnologia. Não importa para o que ela foi concebida, sempre tem alguém que acha uma nova forma de adaptar e utilizar.

O recurso de reprodução do som não ainda não está disponível para todos os idiomas mas aqueles que já têm também permitem que você fale uma palavra ou uma frase ao invés de escrever. É claro que, dependendo da pronúncia, ele pode entender uma coisa totalmente diferente. Mas como o meu ortopedista percebeu, é um ótimo recurso para treinar a sua pronúncia.

Já que o assunto de hoje é o Google Tradutor, não posso terminar sem mencionar algo muito importante.

O Google Tradutor é uma ótima ferramenta para traduzir palavras, algumas expressões e até mesmo frases não muito complexas. Mas ele não é perfeito. Tanto que do lado do texto traduzido sempre aparece um botão para você sugerir uma tradução melhor.

Nem todo mundo percebe isso, principalmente quando não conhece muito bem o idioma para o qual quer traduzir. Ele não compreende todas as regras gramaticais e muitas vezes o texto traduzido vira uma salada incompreensível.

Se você não quer passar vergonha, não use o Google Tradutor para traduzir um email profissional, um texto para uma aula ou qualquer outra coisa importante, a menos que você tenha conhecimento suficiente no idioma para o qual está traduzindo ou um amigo que possa revisar para você.

No mais, é uma ferramenta sensacional e vai ficando cada vez melhor.

Para exemplificar o problema com algumas traduções, fiz a experiência com o texto acima em inglês e espanhol. Se você domina um ou outro pode perceber que a tradução está quase correta mas contém alguns errinhos que podem passar desapercebidos para quem não conhece o idioma mas denunciam que a tradução foi feita pelo Google.

google translate - espanhol

google translate

 

Voltando ao meu ortopedista, eu não podia ir embora ser dar o troco.

Perguntei a ele:

– Você sabia que pode tirar uma foto de uma imagem com texto e usar o aplicativo do Google tradutor no celular para reconhecer e traduzir o texto da imagem? Muito útil para placas em idiomas estrangeiros.

Essa ele não sabia. E você?

O Brasil inteiro, ou pelo menos 93% dele, esperava ansiosamente pelo 13 de março.

Era o dia em que o povo iria às ruas demonstrar em peso a sua insatisfação com o governo, a corrupção e os políticos em geral.

A manifestação foi linda, pacífica na maior parte e o povo aproveitou para lavar a alma e mostrar ao vivo e em verde e amarelo todo o repúdio e desgosto que já vinha demonstrando nas redes sociais.

Fotografias da multidão que ocupou as ruas pelo país inteiro foram compartilhadas em todas as redes sociais pelo mundo afora. O azul e branco do Facebook foi tingido pelo verde e amarelo da nossa bandeira.

Alguns amigos adoraram seus 15 segundos de fama quando veículos de mídia utilizaram suas fotos ou capturaram-nos em vídeo.

Até São Pedro colaborou suspendendo as chuvas.

Foi realmente lindo!

Mas qual foi a foto que viralizou?

Não foi nenhuma das que mostravam a multidão verde e amarela ocupando cada centímetro da Atlântica ou da Paulista.

MANIFESTAÇÃO/RIO (11H03): Manifestantes ocupam as duas pistas da orla de Copacabana (Foto: Rodrigo Gorosito / G1)

MANIFESTAÇÃO/RIO (11H03): Manifestantes ocupam as duas pistas da orla de Copacabana (Foto: Rodrigo Gorosito / G1)

Protesto contra o governo Dilma, em 15 de março de 2015, reuniu mais de 1 milhão de pessoas na Avenida Paulista(Bruno Santos/VEJA.com)

Protesto contra o governo Dilma, em 15 de março de 2015, reuniu mais de 1 milhão de pessoas na Avenida Paulista(Bruno Santos/VEJA.com)

Também não foi nenhuma dos muitos cartazes criativos, engraçados ou esdrúxulos.

130316 - tomada 3 pinos

Não foi nem mesmo a do Jararaco!

Se tem uma coisa que não falta ao brasileiro é criatividade.

Em Maceió: manifestantes criaram o boneco “jararaco”, com cabeça de Lula e corpo de cobra (Foto: Reprodução/Facebook)

Em Maceió: manifestantes criaram o boneco “jararaco”, com cabeça de Lula e corpo de cobra (Foto: Reprodução/Facebook)

A foto que viralizou na manifestação, na verdade uma sequencia delas, foi a do casal vestido de verde e amarelo seguido pela babá afrodescendente vestida de branco empurrando um carrinho com duas crianças.
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O povo das redes sociais não pode deixar passar a oportunidade comparando a cena às pinturas de Debret, criticando o uniforme da babá, o fato do patrão te-la feito trabalhar no domingo ou te-la obrigado a ir à manifestação. Teve até gente que achou um absurdo que ela fosse obrigada a empurrar o carrinho das crianças!

O barulho das redes sociais foi tanto que o pai das crianças resolveu escrever uma resposta na sua página do Facebook argumentando que ganha seu dinheiro honestamente, paga impostos, emprega a moça com carteira assinada e que esta recebe adicional por trabalhar nos fins de semana e que, basicamente, a sua vida não era da conta de ninguém!

É claro que a resposta só serviu para viralizar ainda mais as fotos.  Muita gente argumentando que pelo menos a babá tinha emprego, que é melhor trabalhar aos domingos do que procurar emprego na segunda. Outros ainda insistiam no tema da opressão dos ricos sobre os pobres, que esse tipo de coisa só acontece em países atrasados com o Brasil e por aí vai.

Cada vez que me deparo com esse tipo de coisa fico pensando porque tantas pessoas se acham no direito de tecer julgamentos sobre a vida alheia com base em um instante capturado numa foto. E como essas pessoas se põe a discutir com desconhecidos através das redes sociais chegando até ao ponto de trocar xingamentos.

E como se comportariam se não houvesse uma tela e um teclado na sua frente.

unread-email

Se você já passou dos 40 talvez ainda se lembre como era a vida antes do e-mail. Se você trabalhava em uma empresa deve lembrar das cartas circulares que todos os destinatários tinham que assinar para dar ciência.

Para os mais jovens que porventura estejam lendo este texto, cartas circulares não eram exatamente em formato de círculos. Elas apenas tinham este nome porque tinham que circular entre os destinatários. Mas um dos trotes que gostávamos de aplicar nos estagiários era pedir que eles fossem buscar um envelope redondo para as cartas circulares. Inocente, não? Mas muitos caíam na brincadeira.

O e-mail acabou com as cartas circulares e os memorandos e trouxe eficiência à comunicação na empresa. Não era mais necessário imprimir e assinar para dar ciência de que havia lido, se bem que muita gente teve e ainda tem muita dificuldade para se livrar do papel.
Conheci gente que imprimia e guardava todos os emails porque não confiava no computador e tinha medo de perdê-los.
Não ria! Essa era a época em que os computadores pessoais estavam sendo introduzidos nas empresas e o medo era justificado. Ninguém sabia onde e como os e-mails ficavam armazenados.

A introdução do e-mail nas empresas realmente trouxe mais velocidade à comunicação. Eficiência já é uma questão discutível. Demorou muito tempo até que as pessoas aprendessem que nem sempre é recomendável usar o “responder a todos”.
E enviar um e-mail sensível para a pessoa errada. Quem nunca passou por isso?
E as intermináveis discussões por e-mail? Quando envolvia mais de duas pessoas tinha sempre aquele que lia atrasado e respondia algo que já tinha sido discutido pelos outros.
Inúmeros manuais foram elaborados para ensinar a forma correta de utilizar o e-mail .

Mesmo com todas as deficiências o e-mail era uma maravilha que não podia ficar restrita somente às empresas.
Não demorou muito para que surgissem os provedores de e-mail, inicialmente oferecidos pelos provedores de acesso à internet para que qualquer pessoa pudesse ter seu e-mail pessoal e se comunicar com quem quisesse.
E era necessário pagar para ter um e-mail, lembram?
E aí surgiram Gmail, Hotmail e Yahoo e acabaram com a festa dos provedores. Hoje ninguém mais precisa pagar para ter um e-mail pessoal. Ou vários.

O e-mail pessoal com todas as suas vantagens também trouxe uma série de inconveniências.

As malditas correntes que costumavam aparecer na nossa caixa de correio (física) logo aproveitaram a oportunidade. É muito mais fácil enviar uma corrente para 10 pessoas por e-mail, não?

A vovó adorou os lindos ppts com frases inspiradoras e imagens de flores que suas amigas enviavam e nada mais justo que compartilhá-los com todos os netos. E qual neto tem coragem de dizer pra vovó parar de enviá-los?
E os golpes por e-mail? Nunca se falou tanto na Nigéria, tornada famosa pelo príncipe que tinha uma fortuna para dividir com quem o ajudasse adiantando um dinheirinho.

Ainda bem que tudo isso ficou no passado.
Os ppts viraram vídeos e circulam pelo Facebook.
As correntes são espalhadas pelo Whatsapp. Nunca nos livraremos das correntes!
Os golpes por e-mail ainda existem aos montes mas as pessoas ficaram mais espertas. Infelizmente, os golpistas também.

E a minha caixa postal continua sendo invadida a cada dia. Os vilões da vez são todas aquelas lojas virtuais onde fiz alguma compra e me obrigaram a fornecer meu endereço de e-mail e insistem em me mandar ofertas diariamente. Todos os sites onde algum dia eu me cadastrei para receber suas newsletters porque achei o conteúdo interessante mas não tenho mais interesse. E todos os sites ou parceiros desses sites que adquiriram listas de e-mail e invadem diariamente a minha caixa postal com suas mensagens e ofertas.

A cada dia são mais de 50 mensagens indesejadas que mando para a lixeira sem ao menos abrir e que só poluem o espaço e fazem com que eu perca as mensagens realmente importantes.

Os que mais me incomodam são os das lojas virtuais. Todo dia, as vezes mais de uma vez por dia, anunciando ofertas imperdíveis. Eu entendo que em tempos de crise eles precisam fazer de tudo para vender mas alguns pecam pelo excesso e se tornam inconvenientes.

Hoje resolvi dar o meu grito de liberdade. Chega de e-mails indesejados!

Normalmente, no final de cada um desses e-mails tem um link para que você se descadastre e não receba mais a newsletter ou o e-mail de ofertas. Normalmente está em uma fonte bem pequena para que você não perceba.
Dizem que você não deve utilizar essa opção porque não funciona e é uma forma do remetente verificar que você recebeu a mensagem. São aqueles casos de listas de endereços compradas.

UGDL 1

Uso esta opção quando sei que realmente forneci o meu endereço de e-mail no cadastro. Afinal, não tinha outro jeito mesmo.
Alguns sites até perguntam o motivo do descadastramento oferecendo algumas opções como “não autorizei o envio” e “não tenho tempo para ler”.

A maioria atende a solicitação imediatamente. Outros dizem que a solicitação será atendida em 48 ou 72 horas. Um deles me deu o prazo de 10 dias!!
Considerando que o processo deve ser automático, realizado por algum sistema sem intervenção humana só posso acreditar que eles ainda utilizem um equipamento de 1990 que só consegue processar uma solicitação por dia.
Não estou brincando. Até tirei um print da mensagem como prova.

UGDL 2

Se você usa o Gmail, um jeito mais fácil é utilizar a opção de unsubscribe que aparece ao lado do endereço do remetente. Não sei se funciona em todos os casos, principalmente naqueles que parecem precisar intervenção humana. Mas é muito mais rápido.

Quando tenho certeza de que não forneci o meu endereço de e-mail marco a mensagem como spam, sem dó nem piedade. Apesar de ser uma opção mais fácil, quando um remetente é marcado como spam por várias pessoas os sistemas de e-mail entendem que o remetente não é sério ou legítimo o que faz com que suas mensagens sejam marcadas como spam antes de chegarem a sua caixa de entrada. Não é legal fazer isso se você forneceu o seu endereço voluntariamente.

Hoje a minha caixa de entrada amanheceu bem mais limpa e gerenciável! Uhu!

Se algum deles não respeitar minha solicitação de descadastramento e continuar enviando mensagens não solicitadas vai direto pro SPAM!

Onde fui roubado

A sensação de insegurança no Rio de Janeiro está cada vez maior. É difícil encontrar algum cidadão que não tenha sido vítima de algum tipo de violência ou não tenha amigos ou parentes que o foram. Roubos de cordões, bolsas e celulares são tão comuns que qualquer manual elaborado para turistas adverte os visitantes para tomarem cuidado.

Assaltos com armas de fogo ou facas acontecem a qualquer hora do dia ou da noite e quase nunca há um policial a quem recorrer. Não é novidade para ninguém. E quando se acha um policial, pouco adianta.

No fim da semana uma amiga postou esta notícia no Facebook.

Repararam?

“Vítimas contaram que policiais afirmaram ser “normal” esse tipo de ataque.”

“Normal” no entender deles significa que não é um acontecimento isolado. É comum acontecer. E ainda assim, não se faz nada para prevenir.

E nem vou falar das centenas de casos onde os policiais conseguem prender os assaltantes e pouco tempo depois eles estão de volta às ruas para continuar o seu “ofício” como vocês podem ver nesta reportagem.

 
 
 

No mês passado, uma amiga foi assaltada. O ladrão a ameaçou com uma arma e levou sua bolsa. Toca prá delegacia prá fazer o BO, Boletim de Ocorrência.

Duas horas de espera para registrar o crime. E para quê? Apenas para reemitir os documentos roubados porque, como o policial informou, eles já sabem que é “normal” ocorrerem assaltos naquele local. Se sabem, porque não há ronda ostensiva da polícia para coibir os assaltos? Mas mesmo assim, eles dizem que a gente sempre deve ir a delegacia registrar o crime para “compor as estatísticas”.

Gostaria de saber o que eles fazem com as tais estatísticas. Você também, não é mesmo? Porque apesar de todo mundo sentir que a criminalidade só aumenta nunca encontramos um policial quando precisamos, e quando encontramos, eles dizem que é “normal”.

Imagina a sensação de ser assaltado, dar queixa e escutar que é “normal”.
Quer dizer, você é um otário por ter saído da segurança da sua casa para andar nas ruas com uma bolsa ou um celular. Você é um otário por andar de carro no Aterro do Flamengo porque tem uns bandidos por lá que jogam pedras nos carros.
Quem quer ir à delegacia registrar o BO e escutar isso? Só para “compor estatísticas”? Só mesmo se for necessário.

Mas existe uma outra forma de “compor estatísticas”, que você pode fazer de qualquer lugar e ninguém vai te dizer que é “normal” nem fazer você se sentir como um otário.

No site Onde Fui Roubado você pode não só registrar a ocorrência como também consultar ocorrências registradas por outras pessoas.
A imagem abaixo mostra o mapa de ocorrências registradas na cidade do Rio de Janeiro apenas nos últimos 30 dias. Clicando em cada um você pode visualizar os detalhes.
Foram 99 ocorrências. Diante da nossa sensação de insegurança parece pouco. E é. São apenas as ocorrências registradas no site.

Quanto mais pessoas registrarem suas ocorrências, teremos estatísticas melhores e mais acuradas.

Eu utilizei o Rio de Janeiro como exemplo porque é a cidade onde moro mas você pode registar ocorrências em qualquer cidade. De acordo com o site, 963 cidades já tem ocorrências registradas.

Compartilhe com seus amigos. Quanto mais pessoas souberem desse site e utilizarem, teremos estatísticas melhores para cobrar ações do governo.

É importante salientar que o registro no Onde Fui Roubado é apenas uma forma de divulgação da criminalidade e não substitui o boletim de ocorrência.

Este vídeo mostra como o site funciona.

Você já conhece o TED?

A maioria dos meus artigos é inspirada pelas minhas amigas e esse é mais um deles. A musa surge quando percebo uma dúvida ou falta de conhecimento de alguma coisa na esfera tecnológica que pode ser também a de outras pessoas.

Essa história começa no banheiro do shopping, depois do cinema. Quem consegue assistir duas horas de filme e meio litro de coca-cola sem correr para o banheiro assim que os créditos sobem?
Estávamos lavando as mãos quando mencionei que tinha assistido um video no TED sobre uma forma mais econômica de enxugar as mãos com toalhas de papel.

TED? O que é TED?
Videos desse tipo normalmente são encontrados no YouTube ou no Facebook. Mas TED? Que site é esse?

Realmente, um video sobre a forma mais econômica de enxugar as mãos não é o conteúdo padrão do TED mas como é o caminho natural, o TED nasceu, cresceu, teve filhos e hoje conta com um conteúdo bem mais eclético do que no início.

Mas afinal, o que é TED?

Da Wikipedia:

“TED (acrônimo de Technology, Entertainment, Design; em português: Tecnologia, Entretenimento, Design) é uma série de conferências realizadas na Europa, na Ásia e nas Américas pela fundação Sapling, dos Estados Unidos, sem fins lucrativos, destinadas à disseminação de ideias – segundo as palavras da própria organização, “ideias que merecem ser disseminadas”.Suas apresentações são limitadas a dezesseis minutos, e os vídeos são amplamente divulgados na Internet.

O grupo foi fundado em 1984, e a primeira conferência aconteceu em 1990. Originalmente influenciada pelo Vale do Silício, sua ênfase era tecnologia e design, mas com o aumento da popularidade os temas abordados passaram a ser mais amplos, abrangendo quase todos os aspectos de ciência e cultura. Entre os palestrantes das conferências estão Bill Clinton, Al Gore, Gordon Brown, Richard Dawkins, Bill Gates, os fundadores da Google, Billy Graham e diversos ganhadores do Prêmio Nobel.”

Esse foi o começo. Até 2009 a conferência era realizada em Monterey, California, EUA. Depois passou para Long Beach, California, EUA devido ao aumento do número de participantes e desde 2014 acontece em Vancouver, Canada.

TED Global 2014
Em 2005, o TED ganhou uma irmã, TED Global, que é realizada a cada vez em um país diferente. A de 2014 aconteceu aqui no Rio de Janeiro. Se, por acaso, você passou pela Av. Atlântica e e notou uma tenda enorme na praia coberta de guarda-chuvas brancos e vermelhos, era o TED acontecendo.

O TED também gerou muitos filhos. São os TEDx.
São eventos independentes que seguem o modelo de palestras do TED e podem ser organizados por qualquer pessoa que obtenha uma licença do TED e concorde com certos princípios. Os eventos não tem fins lucrativos mas podem cobrar ingresso e obter patrocínio para cobrir os custos. Da mesma forma que o TED, os palestrantes não são pagos e devem ceder os direitos sobre as palestras para o TED que pode editá-las e distribuí-las.

Já foram organizados diversos TEDx aqui no Brasil, em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza e Paraíba, cada um deles com um tema específico. A quantidade de TEDx que vem sendo organizada pelo mundo é enorme.

A conferência original é caríssima, mesmo para bolsos não-brasileiros. Para participar é necessário um convite e um pagamento de anuidade de US$ 6.000. Mas se o objetivo primordial do TED é disseminar idéias, nada melhor que a internet para isso e quase todas as palestras estão disponíveis gratuitamente para assistirmos quantas vezes quisermos.

Outro ponto fundamental para a disseminação é a tradução. No TED as palestras são em inglês; nos outros eventos varia, podem ser em inglês ou no idioma nativo. Para que o conteúdo das palestras possa ser assistido por qualquer pessoa existe uma equipe de tradução composta de voluntários do mundo inteiro da qual eu também faço parte que traduz as legendas dos videos.

Se no início o foco do TED eram as três letrinhas, Tecnologia, Entretenimento e Design, o foco hoje é o seu slogan “ideas worth spreading” (ideias que merecem ser disseminadas). É possível encontrar palestras sobre assuntos sérios, divertidos, controversos, inusitados. Muitos autores de sucesso já deram alguma palestra no TED.
Eu já descobri muitos livros interessantes através do TED e no caminho inverso, curti palestras de autores de livros que já tinha lido.

É provável que você já tenha assistido alguma dessas palestras porque alguém compartilhou no Facebook, por exemplo, mas não sabia que pertencia ao TED como foi o caso das minhas amigas lá do início da história.
Algumas das palestras também são compartilhadas através do YouTube.

Aqui vão alguns exemplos.

Um dos meus interesses favoritos dos últimos tempos é a Economia Comportamental que descobri lendo os livros do Dan Ariely que já palestrou em diversos TED. Não precisa entender de economia ou comportamento para aproveitar as palestras.

Essa aqui, por exemplo, é sobre o “nosso código moral defeituoso“, ou as razões pelas quais achamos que é certo mentir ou roubar (as vezes).

Esta outra é do Rory Sutherland, um guru da propaganda, cujo tema é “Perspectiva é tudo“, bastante divertida, ainda mais se você aprecia humor com tempero britânico.

Esta é uma das minhas preferidas, do Sir Ken Robinson – “As escolas matam a criatividade?“. É de 2006 mas continua atual.

Se você leu, Comer, Rezar, Amar pode achar interessante esta palestra da autora Elizabeth Gilbert sobre sucesso, fracasso e inspiração.

ou essa, sobre genialidade.

Quem leu “O Poder dos Quietos” da Susan Cain vai gostar dessa.

Esta é de Maysoon Zayid, uma atriz e comediante árabe-americana que sofre de paralisia cerebral. Está na lista das palestras mais divertidas do TED.

Aquele video que mencionei sobre enxugar as mãos de maneira mais econômica é esse aqui.

E para terminar, essa é uma lista das palestras mais populares de todos tempos.

https://www.ted.com/playlists/171/the_most_popular_talks_of_all

E tem milhares de outras palestras. E com legendas em português.

Se você ainda não conhecia o TED e ficou interessado, dê um pulo lá no site e explore um pouco.
Da próxima vez que você tiver um tempo livre, em vez de ficar de bobeira no Facebook vendo o que seus amigos compartilharam (ou reclamando que não tem nada de interessante), assista uma palestra e compartilhe com eles.
Você também pode se cadastrar e receber sugestões por email. Eles não vão atolar a sua caixa-postal, prometo.

E não esqueça de compartilhar este artigo com seus amigos. As suas conversas vão ficar bem mais interessantes!

Depois do episódio do bloqueio do Whatsapp deu pra perceber que metade do Brasil utiliza o aplicativo. Mas nem todo mundo conhece todos os recursos do Whatsapp. Como sei disso? Porque todas as minhas amigas usam o Whatsapp e volta e meia alguma delas me aparece com uma dúvida.

E vou contar um segredo pra vocês. Eu achava que sabia tudo mas quando comecei a fuçar o aplicativo para escrever este artigo descobri alguns recursos que ainda não conhecia.

Será que você já conhece todos?

1. Mandei uma mensagem para pessoa ou grupo errado. Tem como apagar?

Infelizmente, ainda não. Do momento que a mensagem saiu do seu celular você não tem mais controle sobre ela. Por isso, preste atenção antes de enviar, principalmente se for uma mensagem falando mal de alguém ou uma foto imprópria ou comprometedora.
Se ainda não aconteceu com você, com certeza já deve ter acontecido com alguém que você conhece. Constrangedor, não é mesmo?

2. Sou administrador de um grupo. O que acontece se eu apagar o grupo no meu celular?

Se você apagar as mensagens de um grupo no seu celular elas continuarão existindo nos celulares dos outros membros do grupo. O administrador só tem poderes especiais para convidar ou remover participantes. Não tem controle sobre as mensagens enviadas.

3. Sou administrador de um grupo. O que acontece se eu sair do grupo?

O grupo continuará existindo mas você não receberá mais mensagens do grupo. Você pode apontar outro membro como administrador do grupo antes de sair. Se não fizer isso, o Whatsapp faz isso por você.

4. Posso sair de um grupo sem que as pessoas percebam?

As vezes você quer sair de um grupo chato mas não quer que as outras pessoas percebam.
Por enquanto não tem jeito. Se você sair do grupo vai aparecer uma mensagem para os outros membros avisando que você saiu. Mas você pode silenciar o grupo pra sempre e não ser mais incomodado com as notificações.

5. Posso enviar uma mensagem de Whatsapp para alguém que não está na minha lista de contatos?

No iPhone não é possível. Você primeiro precisa cadastrar o contato para depois enviar a mensagem. Em outros celulares como o Samsung você pode digitar o número, clicar no botão para enviar uma mensagem e escolher por qual aplicativo quer enviar; nesse caso, o Whatsapp.
Mas, uma vez que você recebeu uma mensagem de um número não cadastrado pode respondê-la sem precisar cadastrar esse número como contato.

6.Tem como impedir que me adicionem?

Infelizmente, ainda não existe esta opção a não ser que você tenha bloqueado o número previamente. Se uma pessoa tem o seu número de telefone ela pode te enviar mensagens e até mesmo te adicionar em grupos.

7. Como faço para bloquear um número no Whatsapp?

É possível receber mensagens pelo Whatsapp de números que não estão na nossa lista de contatos. As vezes são mensagens chatas, inconvenientes e você não que mais recebê-las. Basta clicar lá em cima para ver os dados do número e escolher a opção de bloqueio.

8. Posso mandar a mesma mensagem para mais de uma pessoa sem criar um grupo?

Grupos servem para bate-papo, troca de informações e as vezes se tornam até inconvenientes com a quantidade de mensagens que geram. Se você precisa enviar mensagens para várias pessoas mas não quer criar um grupo use uma lista de transmissão. Basta adicionar os contatos que você quer e enviar a mensagem.
As listas ficam gravadas e você reutilizá-las quando precisar. Se você não precisar mais delas, pode apagá-las da mesma forma que apaga um grupo.

Para evitar spam, o Whatsapp informa que você só pode adicionar contatos na sua lista de transmissão que já tenham o seu número cadastrado como contato.

Esse recurso é ótimo para mandar uma mensagem de fim de ano por exemplo. Ao invés de copiar e colar a mesma mensagem para todos os seus amigos, crie uma lista!

9. Você sabia que pode encaminhar uma foto, video ou mensagem de texto para outros contatos, grupos e listas de transmissão?

Pois é. Suponha que você recebeu um vídeo engraçado ou uma mensagem linda e quer enviar para outros amigos ou grupos. Não precisa fazer de um em um. Use a opção Encaminhar e mande para quem você quiser de uma só vez.

10. Quer aumentar sua privacidade?

Clique em Ajustes >> Conta >> Privacidade.

Nesta tela você pode restringir a visualização de quando você está ou esteve online (aquela opção de “visto por último”), da sua foto de perfil e do seu status (quem usa isso)?
Clique em cada um dos itens e selecione se Todos podem vem, apenas os seus contatos ou ninguém.
Mas note que se você optar por ninguém na opção “Visto por último”, também não poderá ver esta informação nos seus contatos.

Aproveitando que você está na tela de Privacidade, veja que você pode consultar e adicionar números bloqueados.

Por último, você pode desligar a confirmação de leitura das mensagens. Mas se desligar a sua também não verá a dos outros. Você decide!

11. Você sabia que pode verificar quanto cada grupo e contato está ocupando espaço no celular?

Espaço no celular é uma coisa preciosa. A gente vai usando, recebendo mensagens, fotos, videos e quando mais precisa aparece aquela mensagem de que não tem mais espaço. Ou o celular vai ficando lento, lento e a gente põe a culpa na operadora.
Clique em Ajustes >> Conta >> Uso de Armazenamento para ver a lista dos seus maiores comedores de espaço. Você verá quantas mensagens, fotos, etc enviou e recebeu. Clique sobre um grupo ou contato e você verá quanto espaço está sendo ocupado por fotos, videos, audios, etc.

No iPhone, você pode tem uma aba ordenada por quantidade de mensagens e outra por espaço ocupado. No Android deve existir uma tela similar.

Aproveite o início do ano para fazer uma limpeza e começar o ano com um celular mais leve!

whatsapp bloqueado

A confusão começou no final da tarde de ontem.
Pelo menos, foi a essa hora que eu tomei conhecimento.
A notícia de que o Whatsapp ia ser bloqueado por 48 horas a partir da meia-noite se espalhou que nem fogo no mato seco.
Se alguém ainda estava trabalhando, provavelmente não conseguiu mais continuar.

A todo momento pipocavam informações e desinformações. Ninguém sabia ao certo se era verdade ou boato e as redes sociais so falavam disso.
Até que “deu no Jornal Nacional”. Então deve ser verdade mesmo.

Em dado momento, aparece a notícia que um desembargador cassou a liminar e que o Whatsapp não ia mais ser bloqueado. Para a felicidade geral da nação.
Mas a alegria durou pouco, a notícia era de fevereiro, quando as operadoras de telefonia tinham ameaçado bloquear o Whatsapp porque ele estaria prejudicando o faturamento delas com torpedos e ligações.

Como passar 48 horas sem Whatsapp?

Os sites especializados mais do que rapidamente publicaram alternativas ao Whatsapp: Viber, Telegram, Skype, Facebook Messenger, Kakao Talk, Line, Google Hangout, etc.
E as pessoas correram a instalar novos aplicativos nos seus smartphones.
Tanto o Viber como o Telegram enviam um código de autenticação por SMS para finalizar a instalação. Os servidores deles ficaram tão congestionados que não conseguiam dar conta do fluxo de solicitações.

Eu já tinha o Viber e até recriei alguns dos meus grupos do Whatsapp por lá.
Resolvi instalar o Telegram também. Óbvio que não consegui receber o código por SMS. Como alternativa, eles pedem para enviar um email. Enviei. Logo em seguida recebi retorno informando que a minha a mensagem não pode ser entregue porque o servidor estava recebendo mensagens demais e não tinha como processá-las.

Imaginei os milhões de brasileiros que iam ficar órfãos temporários do Whatsapp fazendo a mesma coisa que eu.

A meia-noite em ponto o Whatsapp parou de funcionar.
Já estava me preparando para dormir quando uma amiga me manda uma mensagem (pelo Facebook) perguntando se um aplicativo de VPN iria desbloquear o Whatsapp. Fui ler sobre o que ela estava falando.

O pessoal que trabalha nos sites especializados não deve ter dormido. Agora o assunto da vez eram os aplicativos de VPN. Vários tutoriais explicavam como instalar.
No Facebook os amigos reportavam que tinham instalado esse ou aquele aplicativo e que o Whatsapp estava funcionando novamente. Maravilha!

Todos eles eram leigos que provavelmente não sabiam e talvez ainda não saibam o que é uma VPN e que existem vários riscos de segurança. Mas o importante era furar o bloqueio do Whatsapp!
Respondi à minha amiga que provavelmente funcionaria mas para ela deixar isso para o dia seguinte. E fui dormir.

Quando acordei, o caos continuava. Alguns aplicativos de VPN funcionavam, outros mais ou menos. Nesse momento já tinham começado a surgir artigos explicando sobre os riscos de segurança.
E durante todo esse tempo só se falava em um único assunto. Se falava pelo Facebook, Viber, Telegram, Twitter… O Whatsapp não estava totalmente bloqueado. Estava funcionando para alguns. E as pessoas ficavam olhando para a telinha esperando prá ver se ele conectava. E ninguém conseguia trabalhar.

Até o impeachment ficou em segundo plano a não ser pelos memes que surgiram. Só se falou no bloqueio do Whatsapp.
Falava-se até em ir para a rua protestar!

Até que, no início da tarde de hoje, derrubaram a liminar e o Whatsapp foi desbloqueado. E o país pode voltar a funcionar.

Muito se escreveu sobre a constitucionalidade ou não do bloqueio, se o motivo era válido, se isso é uma atitude ditatorial e para onde o governo está levando o país.

O que me impressionou nesse episódio do bloqueio é como ficamos dependentes de um único aplicativo. Existem outros, como mencionei lá em cima. Mas uma rede social, como é o caso dos aplicativos de mensagens, só faz sucesso se as pessoas utilizam. De que adianta eu instalar o Kakao Talk, por exemplo, se nenhum dos meus amigos utiliza? Vou me comunicar com quem?

Foi o caso do ICQ em um passado não tão longínquo, que depois que foi vendido para a AOL perdeu seu público para o MSN Messenger aqui no Brasil, que perdeu para o Whatsapp.
Talvez tenha existido algum outro no meio do caminho mas já esqueci.

E porque o bloqueio causou tanta comoção? Porque ele é, hoje em dia, uma ferramenta de comunicação tão ou mais importante que o email. É verdade que muitas pessoas só usam para bater papo e mandar fotos e vídeos, mas muita gente utiliza no trabalho, para falar com clientes e fornecedores. É claro que existem os outros, existem opções, mas é difícil mudar de uma hora para outra. E mais difícil ainda utilizar mais de um meio de comunicação. Se um só já perturba o dia inteiro, imagina dois ou mais?

Sem o Whatsapp o país para.
O brasileiro é um povo esperto e sempre dá um jeitinho. O governo decidiu bloquear o Whatsapp e o pessoal rapidamente descobriu a VPN para burlar o bloqueio.
Se somos assim tão espertos, porque continuamos com o governo que temos?

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