Você também se irrita com erros de Português?

Errar é HumanoNeste fim de semana passei algumas horas lendo blogs escritos por pessoas “comuns”, ou seja, que não são jornalistas profissionais, com o objetivo de  fazer uma pesquisa sobre a melhor forma de criar e estruturar o nosso blog. Encontrei muitas dicas interessantes, outras um tanto óbvias como leia bastante para adquirir um bom vocabulário e não cometa erros de concordância ou ortografia. Porém, o que mais me marcou foi que  praticamente em cada artigo havia algum tipo de erro. Mesmo naqueles que recomendavam não cometer erros.

Havia erros para todos os gostos, ou desgostos, melhor dizendo. Dos mais comuns como trocar “comprido” de comprimento, tamanho por “cumprido” no sentido de cumprir uma promessa ou uma moça que acreditava na existência da palavra “intensão” ao invés de “intenção” até aqueles que não sabiam construir um parágrafo fazendo com que eu tivesse que rele-lo para tentar captar o sentido.

Minha amiga Cecilia diz que as crianças hoje em dia não aprendem a escrever direito. Entenda-se por ” hoje em dia” os últimos vinte anos pois essa é a idade das “crianças” dela. Como a sua formação básica foi em um colégio militar, imaginem um coronel obrigando as crianças a decorar as regras gramaticais.

Concordo em parte com ela. O ensino é mais abrangente mas em algumas escolas menos profundo, principalmente no que se refere ao nosso idioma. Por isso mesmo, acho que aprende melhor quem tem mais pendor para idiomas, independente da linha educacional da escola. Assim como quem não tem muito interesse por matemática ou ciências vai aprender o básico e se limitar a isso sem que a sua vida seja profundamente impactada.

A questão do português ou de qualquer outro idioma é que com a internet, todo mundo escreve, comenta, contribui. Por isso, a quantidade de textos escritos que lemos é muito maior do que antes.  Basta ler a seção de comentários de qualquer artigo na internet para ser surpreendido por uma avalanche de erros de grafia ou concordância. E quanto mais polêmico for o artigo, pior a escrita. Não é uma questão apenas da palavra escrita X a palavra falada que foi transposta para os meios de comunicação escritos.
Buscando exemplos para inserir aqui no texto acessei minha página no Facebook e busquei um “post” de algum veículo de notícias que fosse polêmico e tivesse muitos comentários. No início, até me decepcionei ao contrário. Os primeiros dez comentários estavam todos escritos corretamente. Cheguei a pensar que como o veículo era a Folha de São Paulo, os leitores tinham um conhecimento melhor do nosso idioma. Até que me deparei com a pérola abaixo.
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Tá bom. Vocês vão achar que peguei pesado. O sujeito deve ter algum problema de dislexia. Ele deve ser a exceção. Mas quem tem uma conta de e-mail ou no Facebook já deve ter se deparado com comentários mal escritos ou erros ortográficos. Ao receber um e-mail de um amigo já deve ter pensado  “Hum… Será que respondo a ele que existência é com x e não com s?”.

Na era pré-internet, apenas os profissionais escreviam para o público e como profissionais, esperava-se que, no mínimo, soubessem escrever bem. Hoje em dia, todos escrevem.  E-mails, atualizações e comentários  no Facebook, blogs, mensagens de texto. Por isso temos a impressão de que atualmente se escreve de maneira mais pobre do que no passado. Aqueles que dão valor à forma escrita se espantam e se incomodam com os erros. Alguns chegam até a corrigir os amigos, os mais conscienciosos em particular para não constrangê-los. Mas a maioria não está nem aí. O que importa é participar, mesmo que no processo estejam assassinando a língua portuguesa, principalmente porque desconhecem os próprios erros.

E aí? A internet é ampla. Temos o poder de escolher o que vamos ler e a quais blogs vamos dedicar os nossos cinco minutos de atenção. Os blogueiros que escrevem mal provavelmente não conseguirão muitos seguidores, mesmo entre aqueles que também não sabem escrever muito bem pois principalmente para eles é difícil ler um texto mal escrito.

E para quem não aprendeu a escrever direito na escola, somente a vergonha de ter um e-mail, artigo ou comentário ridicularizado pode fazer com que procurem aprender a escrever melhor.

Acredito que essa situação deve melhorar. Pois assim como as pessoas escrevem mais elas também leem mais e dessa forma, dependendo do que leem acabam por melhor seu vocabulário e sua escrita. Além disso, a internet está cheia de sites de dicionários de todos os tipos, conjugadores de verbos, etc. Basta ter vontade de procurar que o Google encontra.

Na Veja Rio desta semana a Fernanda Torres escreve sobre suas dificuldades com a lingua portuguesa e seu medo de escrever errado.
Eu me solidarizo com ela, porque, realmente, nosso idioma não é dos mais fáceis de dominar. Assim como ela, “escrevo de ouvido”. E se, por acaso, cometi algum deslize, peço que me desculpem.

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