Você é 100% autêntico nas redes sociais?

No outro dia um amigo publicou no Facebook a seguinte frase Quase ninguém posta o que está pensando no Facebook. Será falta de matéria prima? Proponho a criação do “Dia do Pensamento Próprio” no Facebook.”

Uma outra amiga compartilhou a imagem abaixo.

 

O fato de algumas pessoas apenas compartilharem imagens e publicações de outras pessoas já diz algo sobre elas.

A primeira coisa é que elas se identificam com o assunto a tal ponto que desejam compartilhá-lo com seus amigos.

A segunda é que pode ser que elas ainda não se sintam à vontade na rede social para publicar suas ideias e opiniões.

A terceira é que, talvez, elas prefiram compartilhar seus pensamentos em grupos fechados com pessoas com quem têm mais afinidade.

Afinal, nem todos querem se expor para a totalidade da sua lista de amigos do Facebook, que pode abranger não só seus amigos mais próximos, como também colegas de trabalho, faculdade, conhecidos, etc.

Por outro lado, existem aqueles que publicam qualquer coisa que lhes vem à cabeça, reclamam do barulho da festa do vizinho, pedem informações, marcam encontros na praia e não estão nem aí para quem está lendo.

É claro que sempre existirão aqueles que preferem apenas mostrar uma imagem mais polida, animada, bonita, engajada., etc.

Mas não é isso que fazemos na vida real? Tentamos nos mostrar ao mundo, ou a cada grupo em particular, da forma como achamos que o mundo ou o grupo espera nos ver.

Além disso, não somos seres unidimensionais. Em cada grupo com o qual interagimos mostramos uma faceta da nossa personalidade.

No outro dia uma amiga que conheço do meu grupo de danças entrou no Facebook pela primeira vez. Quando entrei no seu perfil para compartilhar alguns amigos em comum descobri que ela é vascaína roxa.

Não. Não tenho nada contra os vascaínos em particular ou torcedores de futebol em geral.

O que quero salientar é que eu conhecia apenas um lado dela nas aulas de dança.  Através do Facebook descobri um outro lado com o qual eu poderia me identificar e relacionar se também fosse vascaína ou gostasse de futebol. Por enquanto, continuamos curtindo apenas o nosso prazer em comum com a dança.

Afinal, o que são as redes sociais e o Facebook em particular senão uma representação virtual do mundo no meio digital? Ninguém vai ao shopping de pijama.

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2 comentários Adicione o seu

  1. ótimo post

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