Nina, Carminha, as Fotos e a Nuvem

Sempre que o Xexeo faz um comentário sobre alguma novela ele começa afirmando que ele “não vê mais novela mas a Dona Candoca vê para ele”.

Já faz muito tempo que não vejo novelas e não tenho ninguém que veja para mim.

Mas ultimamente é cada vez mais difícil me manter totalmente à parte dos detalhes da “Avenida Brasil“.

A “notícia” que invadiu as redes nesta semana foi sobre as fotos comprometedoras que Nina possuía provando que Carminha e Max têm um caso. Possuía porque não tem mais. As fotos foram roubadas.

E porque isso virou notícia nas redes sociais?

Há alguns anos era perfeitamente aceitável que em qualquer trama de ficção houvesse uma chantagem envolvendo fotos comprometedoras que poderiam ser devolvidas ou destruídas mediante o pagamento. E, apesar de eu não lembrar de nenhum caso agora, mais de um autor já se utilizou do mesmo expediente de fazer com que as fotos fossem roubadas frustrando o chantageador.

Mas hoje em dia, com todos os recursos digitais à disposição, fica difícil não criticar a ignorância tecnológica do autor da novela.

Se você não entendeu por que tanto auê em torno do assunto, não se preocupe. Muita gente também foi na onda de criticar sem saber o porquê.

No Facebook criaram até a campanha “Um Pen drive para Nina” mas mesmo o pen drive, que é extremamente útil para transferir arquivos, não é a melhor local para armazenar suas cópias de segurança.

Já fazia algum tempo que eu queria escrever sobre a tal da nuvem ou cloud em inglês. O episódio das fotos da Nina veio perfeitamente a calhar.

Quem usa o computador para qualquer coisa além de navegar pela internet sabe que é sempre bom ter uma cópia de segurança dos arquivos importantes.

Acidentes acontecem e, quando menos se espera, aquele documento importante não abre mais no Word. Ou o HD pifou e aquelas fotos da viagem do ano passado se perderam pra sempre. Mesmo que você nunca tenha passado por isso, já deu pra ter uma ideia do desespero.

Antigamente, no século passado, utilizávamos disquetes, depois passamos para CDs, DVDs, pen-drives e HDs externos.

Já há algum tempo nada disso é mais necessário. Porque agora temos a nuvem. Não me perguntem por que esse nome. Não faz muita diferença. Mas se você é daquelas pessoas que gostam de saber o porquê das coisas, não seja por isso. Taí a explicação na Wikipedia.

O que interessa é que ela está lá, faça chuva ou faça sol, independente de condições meteorológicas. É para lá que mandamos documentos, fotos, qualquer coisa digital que queremos proteger, ter uma cópia de segurança. E, é claro, protegida por senha!

Hum, interessante! E como se faz isso?

Se você usa um provedor de email como Gmail, Hotmail (ou Outlook), Terra, Yahoo, UOL ou qualquer outro que não seja corporativo, já pode estar utilizando a nuvem mesmo sem saber.

Por exemplo, se você fosse a Nina, era só anexar as fotos em uma mensagem. Não precisa nem enviar para alguém. É só salvar como rascunho que as fotos ficam lá guardadinhas. Só não pode contar a senha pra ninguém.

Mas se você tem muitas fotos ou arquivos, esse recurso do email não é muito prático.

Para isso existem vários provedores de armazenamento na nuvem. Quase todos funcionam da mesma forma. Você só precisa criar uma conta, instalar um programa no seu computador, selecionar um diretório (pasta), e tudo o que você copiar para esse diretório é automaticamente replicado para a nuvem. Desde que o seu computador esteja conectado à internet, é claro. Se não estiver, os arquivos serão sincronizados assim que você conectar. É um backup automático. E você ainda pode acessar os seus arquivos de outro computador, do seu smartphone ou tablet. Legal, né?

Quanto custa?

Se você tem poucos arquivos, é de graça. Todos os provedores tem um plano inicial gratuito.

Onde encontro? Na internet, é claro!

O que eu mais gosto é o DropBox. Logo na primeira página tem um vídeo que explica como funciona. Está em inglês, mas é quase que auto-explicativo. Você pode utilizar esse link para se cadastrar. E convidando seus amigos, você pode ganhar mais espaço de graça.

Além dele, tem o box, o cubby e o SkyDrive da Microsoft. Para esse último é necessário ter uma conta da Microsoft (Hotmail, Live, XBox, Windows Phone).

Eu sei que você não está pretendendo chantagear ninguém com fotos comprometedoras, mas mesmo assim, deve ter fotos ou documentos importantes e não quer correr o risco de perdê-los. Mesmo aquelas antigas, em papel, podem ser escaneadas e guardadas na nuvem.

E então? O que está esperando?

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Hoje resolvi atualizar o meu iPhone para o novo iOS 6. E, inesperadamente, ocorreu um problema durante a atualização! Como se diz em “tecnês”: deu pau!

A única opção que eu tinha era restaurar o aparelho. Isso significa voltar à configuração de fábrica, ou seja, zerado, sem os meus contatos, minhas fotos, lembretes, calendário, nada!!

Que desastre, não é? Mas não foi.

Porque eu uso o iCloud, o serviço de armazenamento na nuvem da Apple, que faz um backup do meu iPhone em algum servidor da Apple. Onde? Não sei.

O que interessa é que durante o processo de restauração eu recuperei todos os meus dados. Só precisei refazer alguns ajustes  mínimos. Legal, né?

Antes que um dos meus filhos, que não é fã dos produtos da Apple, venha me criticar, a Samsung criou recentemente um serviço de armazenamento na nuvem disponível no momento apenas para o Galaxy Note II. O S Cloud. É um começo.

 

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