Livros: Digitais ou em Papel?

No outro dia li um artigo sobre o projeto de um condado no Texas, nos Estados Unidos, para implementar uma biblioteca 100% digital, sem livros em papel.

Existirão apenas computadores. Ao invés de retirar livros, as pessoas vão retirar e-readers com os livros escolhidos. Depois de duas semanas, o e-reader é automaticamente zerado para “incentivar” as pessoas a devolvê-los.

Concepção da BiblioTech, uma biblioteca sem livros em papel.

A reportagem diz que a ideia de uma biblioteca sem livros em papel já foi aventada duas vezes em outras cidades dos Estados Unidos. Uma cidade na California tentou transformar a sua biblioteca convencional em digital mas o público protestou e eles voltaram atrás. A outra,  no Arizona, começou como digital mas acabou adicionando livros em papel a pedido do público.

Apesar das experiencias prévias que fracassaram o idealizador da “BiblioTech” em San Antonio acredita que o futuro é dos livros digitais.

Eu adoro livros! Na adolescência passei muitas tardes garimpando livros nos sebos do centro da cidade. Se gostava de um autor, procurava por todos os seus livros.
Não havia possibilidade de pegar um voo, mesmo que de ponte aérea, sem ter um livro para ler. Além de ajudar a passar o tempo da viagem é um ótimo recurso para evitar aquele chato que senta do seu lado e quer puxar papo. Se não tinha nenhum à mão, a LaSelva estava ali no aeroporto para isso mesmo.

E depois de lidos, não consegui me desfazer de muitos deles. Ainda acredito que um dia vou ter tempo e vontade para reler a maioria.

Tenho quase certeza de que muitos não me cativarão da mesma forma, como aconteceu quando comprei o box de DVDs com a primeira temporada do MacGyver.
Eu adorava aquela série! A cada semana esperava pelo episódio para descobrir o que ele iria conseguir construir com clipes e barbantes.  Quando assisti novamente há pouco tempo não consegui recapturar o fascínio daquela época! Mas essa já é outra história…

Me mudei há quase três anos para o apartamento onde moro e a maioria dos livros ainda estava dentro das caixas, ocupando a varanda. Primeiro, não havia espaço dentro de casa. Depois, quando um dos filhos se mudou, vagando várias prateleiras, faltava disposição.

Tenho certeza de que meus filhos apostaram entre si quanto tempo mais eu levaria para eu abrir as tais caixas.

Até que nesta semana, finalmente tomei coragem para arrumar os livros e redescobrir o que havia guardado.
Óbvio que o espaço das prateleiras acabou antes que eu conseguisse desencaixotar todos os livros!

livros

Muitos já não me interessam mais porém não consigo aceitar a ideia de jogá-los fora. E encontrar um sebo que os aceite, mesmo de graça, é difícil. Segundo os livreiros, há pouca demanda. Se antigamente eles compravam de tudo, hoje em dia, só autores selecionados.

Mas se vocês pensam que sou 100% a favor dos livros em papel, estão 100% enganados.
Desde que comprei um iPad, um dos aplicativos que mais uso é o Kindle.

e-readers

Adorei a ideia de poder comprar livros na Amazon sem pagar pelo frete e sem esperar mais de um mes para poder lê-los.

Mas ler livros no iPad é impossível à luz do sol. Não dá para enxergar nada! E o que mais gosto de fazer nos dias de sol à beira da piscina é … ler, claro!

Agora que a Amazon veio para o Brasil, resolvi comprar o e-reader do Kindle. Agora posso ler os meus livros onde quiser, desde que haja iluminação. Para ler no escuro, volto para o iPad que tem luz própria.

Confesso que me decepcionei um pouco. A Amazon trouxe para o Brasil apenas o modelo mais básico. Depois de me acostumar com a facilidade do aplicativo sensível ao toque no iPad é um pouco irritante ter que aprender a usar os botões para marcar e avançar páginas. Marcar um trecho, então, só se for muito importante, porque não é exatamente intuitivo. Mas depois de um tempo a gente pega o jeito.

E ele é super-leve, ideal para levar para qualquer lugar dentro da bolsa. Assim tenho todos os meus livros à disposição em qualquer lugar, no metrô, na sala de espera do consultório médico ou em qualquer lugar onde tenho que esperar e nada mais para fazer.
Ontem mesmo ele me foi extremamente útil quando tive que aguentar duas horas de espera por uma consulta médica!

Outra vantagem do Kindle, ou de qualquer e-reader é que há muitos livros gratuitos. Obviamente, já baixei vários. Não me perguntem quando terei tempo de lê-los. Porque, apesar de ter uma quantidade razoável de livros já comprados e ainda não lidos, e outro tanto de livros redescobertos dentro das caixas, continuo comprando livros.
Mesmo depois de aderir ao Kindle, ainda compro livros em papel. Muito menos, é claro, mas é difícil resistir ao apelo das livrarias! Sempre encontro algum livro que me chama a atenção. O único jeito é não entrar…

Muitas pessoas que são a favor dos livros em papel dizem que preferem o contato físico com o livro, o ato de folhear, o aroma do papel.

Eu sou mais a favor da praticidade. Livros digitais não ocupam espaço, não viram criadouro de traças, não são perdidos ou esquecidos em algum lugar, são fáceis de acessar e pesquisar. Hoje mesmo, queria lembrar dos detalhes de um caso que tinha lido recentemente em um livro. Mas qual? Não lembrava de jeito nenhum. Precisei apenas acessar o índice dos livros mais recentes no Kindle e logo achei o que estava procurando.

Se eu pudesse transportar todos os meus livros de papel para o meu e-reader, sem custo, provavelmente o faria. E compraria a versão em papel apenas quando a edição realmente valesse a pena.

E você? Já experimentou um e-reader? Trocaria seus livros em papel pelos digitais? Ainda não tem uma opinião formada?

Assista ao video abaixo e pense a respeito. Sempre se pode ter os dois.

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5 comentários Adicione o seu

  1. Hamilton disse:

    Vejo um choque de gerações, então gradualmente haverão cada vez menos leitores de impressos. O apego ao prazer de folhear um livro é substituído pela praticidade do digital, obviamente os mais novos não tem razão alguma para optar por um ” peso morto ” quando tudo está disponível em poucas gramas em qualquer lugar e qualquer hora. Custo benefício incomparável

  2. Simone chinicz cohen disse:

    Concordo inteiramente, passei pelo mesmo processo e adiciono mais uma vantagem: em viagens, levamos e e-reader com vários livros, sem precisar carregar peso ou ficar sem leitura durante a viagem. Outra coisa importante é que se estiverem conectados no wifi, é possível ler o mesmo livro no ipad e no kindle e eles sincronizarem a pagina em que o leitor está. Parabéna pelo aetigo, bem esclarecedor.

  3. Sergio disse:

    Tenho um e-reader Kobo (canadense), ele é legal na hora que você ficou sem nada prá ler e pode baixar algum novo livro em segundos….mas nada substitui o prazer de ler um livro impresso. A sensação que tenho lendo através do e-reader, é que você está sempre lendo o mesmo livro.

  4. Carlos Franco disse:

    São duas “tecnologias” diferentes, ambas com seus prós e contras. Sempre haverá aqueles que preferem um ou outro. Trabalho em biblioteca universitária, existe material nos dois formatos, impresso e digital, e leitores para os dois tipos. Além de tudo devemos lembrar que é o conhecimento humano registrado, por isso deveria sempre haver nos dois formatos, por medida de segurança mesmo.

  5. Lucas Valente disse:

    Gostaria de ter as duas versões pagando o mesmo preço. rss

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