Onde fui roubado

A sensação de insegurança no Rio de Janeiro está cada vez maior. É difícil encontrar algum cidadão que não tenha sido vítima de algum tipo de violência ou não tenha amigos ou parentes que o foram. Roubos de cordões, bolsas e celulares são tão comuns que qualquer manual elaborado para turistas adverte os visitantes para tomarem cuidado.

Assaltos com armas de fogo ou facas acontecem a qualquer hora do dia ou da noite e quase nunca há um policial a quem recorrer. Não é novidade para ninguém. E quando se acha um policial, pouco adianta.

No fim da semana uma amiga postou esta notícia no Facebook.

Repararam?

“Vítimas contaram que policiais afirmaram ser “normal” esse tipo de ataque.”

“Normal” no entender deles significa que não é um acontecimento isolado. É comum acontecer. E ainda assim, não se faz nada para prevenir.

E nem vou falar das centenas de casos onde os policiais conseguem prender os assaltantes e pouco tempo depois eles estão de volta às ruas para continuar o seu “ofício” como vocês podem ver nesta reportagem.

 
 
 

No mês passado, uma amiga foi assaltada. O ladrão a ameaçou com uma arma e levou sua bolsa. Toca prá delegacia prá fazer o BO, Boletim de Ocorrência.

Duas horas de espera para registrar o crime. E para quê? Apenas para reemitir os documentos roubados porque, como o policial informou, eles já sabem que é “normal” ocorrerem assaltos naquele local. Se sabem, porque não há ronda ostensiva da polícia para coibir os assaltos? Mas mesmo assim, eles dizem que a gente sempre deve ir a delegacia registrar o crime para “compor as estatísticas”.

Gostaria de saber o que eles fazem com as tais estatísticas. Você também, não é mesmo? Porque apesar de todo mundo sentir que a criminalidade só aumenta nunca encontramos um policial quando precisamos, e quando encontramos, eles dizem que é “normal”.

Imagina a sensação de ser assaltado, dar queixa e escutar que é “normal”.
Quer dizer, você é um otário por ter saído da segurança da sua casa para andar nas ruas com uma bolsa ou um celular. Você é um otário por andar de carro no Aterro do Flamengo porque tem uns bandidos por lá que jogam pedras nos carros.
Quem quer ir à delegacia registrar o BO e escutar isso? Só para “compor estatísticas”? Só mesmo se for necessário.

Mas existe uma outra forma de “compor estatísticas”, que você pode fazer de qualquer lugar e ninguém vai te dizer que é “normal” nem fazer você se sentir como um otário.

No site Onde Fui Roubado você pode não só registrar a ocorrência como também consultar ocorrências registradas por outras pessoas.
A imagem abaixo mostra o mapa de ocorrências registradas na cidade do Rio de Janeiro apenas nos últimos 30 dias. Clicando em cada um você pode visualizar os detalhes.
Foram 99 ocorrências. Diante da nossa sensação de insegurança parece pouco. E é. São apenas as ocorrências registradas no site.

Quanto mais pessoas registrarem suas ocorrências, teremos estatísticas melhores e mais acuradas.

Eu utilizei o Rio de Janeiro como exemplo porque é a cidade onde moro mas você pode registar ocorrências em qualquer cidade. De acordo com o site, 963 cidades já tem ocorrências registradas.

Compartilhe com seus amigos. Quanto mais pessoas souberem desse site e utilizarem, teremos estatísticas melhores para cobrar ações do governo.

É importante salientar que o registro no Onde Fui Roubado é apenas uma forma de divulgação da criminalidade e não substitui o boletim de ocorrência.

Este vídeo mostra como o site funciona.

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